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Muita gente pensa que só porque um produto é digital e não físico, ele tem que custar muito barato. Mas não funciona bem assim. Um produto é um produto, não importa se estará em uma prateleira física ou em uma prateleira virtual. Se você quer ingressar nesse mercado de infoprodutos, você precisa saber como criar o preço de produtos digitais. Confira!

Por que o preço é importante? 

Parece muito óbvio, mas muitos empresários, desde MEIs até empresas de grande porte têm muitas dúvidas se vão conseguir atrair clientes, se o preço está barato ou está caro, se o preço é competitivo e, principalmente, se ele vai trazer o tão almejado lucro.

Por isso, o preço é super importante. Não é algo que se possa negligenciar colocando um preço que acha que está OK para o mercado. Afinal, existem dicas e fórmulas de como se chegar num preço que atenda às metas e objetivos da empresa. O importante é equilibrar a atração de clientes com as vendas que serão feitas. Só um ou só outro, não garante lucro.

Para que o preço seja competitivo, ou melhor para que seu produto seja viável e rentável, você precisa considerar custos fixos, saber o que seus concorrentes estão fazendo, além de estimar quanto o seu cliente topa pagar pelo seu produto.

Como funciona o mercado de produtos digitais?

Os produtos digitais podem ser cursos online, não importa a quantidade de horas que eles tenham, e-books, palestras, webinars, entre outros. A questão é que nem todos os produtos são comercializados atualmente pelas mesmas plataformas.

Alguns produtos têm mais viabilidade de venda através de redes sociais, outros através de plataformas especializadas para a venda de infoprodutos, como é o caso da Hotmart e do Eduzz. Elas costumam ser muito efetivas, além de disponibilizar a função de afiliados, que são pessoas que podem vender seu produto em troca de uma comissão.

Muitos produtos já têm a realidade de uma comissão de 45% a 60%, principalmente produtos que estão em nichos de grande concorrência e precisam ganhar muita visibilidade no mundo dos afiliados. Então, as empresas acabam dando uma comissão muito maior para o caso desses produtos específicos.

E como se cria o preço de produtos digitais?

O cálculo é bem semelhante aos dos produtos físicos. No entanto, existem algumas peculiaridades do mercado de infoprodutos que precisam levar em conta. Vamos lá!

As 3 coisas importantes que precisamos ter em mente para criar o preço de produtos digitais são:

  1. Viabilidade de um produto digital;
  2. Tudo o que você precisa avaliar para fechar o preço do seu produto;
  3. Quanto de comissão que você vai pagar para os afiliados.

Para que isso seja possível,  você precisa avaliar a rentabilidade dos seus produtos digitais:

– Plataformas: cobram uma comissão de 10% por infoproduto;

– Afiliados: precisa avaliar a comissão a ser paga;

– Impostos: se você é Simples Nacional, geralmente, o imposto que incide sobre o valor bruto do produto é 6% com o faturamento até 180 mil;

– Gastos com divulgação

– Premiação adicional que você dá no produto para os afiliados

Vamos às etapas de como criar o preço do produto digital.

Lucro bruto

Ao mapear tudo que vai influenciar na rentabilidade do seu produto, você precisará saber o lucro bruto para cada venda. Por que é bruto? Porque ainda precisa colocar as despesas fixas e fazer o rateio sob o valor de cada venda efetuada.

Então, quanto maior for o volume de vendas do seu produto, menor será o fator que vai ser incorporado em cada uma das vendas. Assim, você vai ganhar no seu produto para que você possa diminuir o custo dessa venda. 

Para que a conta feche, será necessário uma diminuição nas despesas fixas e, consequentemente, vender mais com o menor custo possível para que você possa ter rentabilidade.

Comissão de afiliados

Você, antes de tudo, precisa estar atento aos impostos, pois isso influenciará no valor de comissão que você poderá pagar aos afiliados. Por exemplo: se sua empresa é Simples Nacional, e passar dos 180 mil de faturamento, será necessário pagar um adicional de imposto, por conta das vendas serem mais altas.

Neste caso, é importante analisar: quanto a rentabilidade do seu produto permite pagar de comissão para os afiliados? Entenda que de nada ainda querer concorrer com afiliados pagando uma alta comissão se isso tornar o seu produto inviável do ponto de vista de mercado.

Portanto, vale a pena pensar um bonificação para ara os afiliados que venderem mais.

Ou seja, determine uma porcentagem de comissão para os afiliados, tenha um lucro bruto maior, trabalhe com bonificação. Os afiliados continuarão interessados no seu produto e a rentabilidade estará garantida.

Resumindo: coloque tudo em uma planilha. Mas não se esqueça de projetar seu imposto adiante, conforme o volume de vendas esperado, e não com alíquota atual, pois você precisa considerar o quanto você quer faturar, e para tal, a alíquota do imposto muda.

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